pilates_parkinson

Um detalhe importante é que, apesar de incurável, a doença é passível de controle. Os pacientes contam com tratamento medicamentoso e cirúrgico, mas que tende a ser pouco eficaz em quem é sedentário. O neurologista Márcio Andrade, do Ambulatório de Parkinson do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, explica o motivo: “É proibido as pessoas com Parkinson ficarem paradas porque o objetivo da doença é paralisá-las”. Então, atividade física é ouro de lei – ou seja, deve ser absorvida como uma terapêutica de valor inestimável.

O médico reforça que, quanto mais o paciente se mantém ativo, melhor. Treinar a marcha e o equilíbrio através da fisioterapia, por exemplo, é importante. “Além disso, recomendamos que as pessoas com Parkinson recorram a fonoterapia e a exercícios de terapia ocupacional”, acrescenta Márcio Andrade.

O artigo Doença de Parkinson: alterações funcionais e potencial aplicação do método pilates, publicado no periódico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), ressalta que o pilates, por exemplo, evita o agravamento de uma série de sintomas que dificulta a vida dos pacientes com Parkinson. Além disso, as autoras do estudo mostram que a prática pode manter a independência funcional da pessoa que vive com a doença.

Benefícios dos exercícios supervisionados por um profissional

– Melhora da marcha e do equilíbrio
– Aumento da força e da flexibilidade
– Melhora do condicionamento aeróbico

Sintomas da doença

– Lentidão de movimentos
– Agitação ou tremor em repouso
– Rigidez dos braços, pernas ou tronco.
– Problemas com o equilíbrio e quedas, também chamado de instabilidade postural
– Transtorno do humor (depressão, ansiedade, irritabilidade)
– Alterações cognitivas (problemas de memória, alterações de personalidade, psicose e alucinações)
– Prisão de ventre
– Suor excessivo, especialmente nas mãos e pés
– Perda de olfato
– Distúrbios do sono

Percepção

O neurologista Igor Bruscky, do Hospital Esperança Recife, ressalta que a maioria dos pacientes não percebe o início a doença. “Os parentes mais próximos é que costumam notar a dificuldade em executar tarefas simples, como segurar um objeto ou manter a coordenação motora”, explica o médico.

A eficácia do tratamento, que consiste em controlar os sintomas, é maior quando a doença é diagnosticada no início. “O principal objetivo da conduta terapêutica é proporcionar qualidade de vida ao paciente. Cada caso é avaliado cuidadosamente, para que se aplique o melhor tratamento”, finaliza o neurologista.

FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2015/04/11/exercicio-fisico-e-ouro-de-lei-para-quem-convive-com-a-doenca-de-parkinson/

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